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ALERTAS DE GOLPES

Você conseguiria identificar um deepfake em uma videochamada ao vivo?

Golpistas já usam rostos gerados por IA em tempo real em chamadas de vídeo. Um investigador de fraudes mostrou como um teste simples, com três dedos na frente do rosto, ajuda a desmascarar a farsa. Veja como o golpe funciona e como proteger a sua empresa.

EM 30 SEGUNDOS

  • Deepfakes em tempo real já são usados em chamadas de vídeo para aplicar golpes.
  • Pedir à pessoa que passe a mão na frente do rosto ou vire de perfil costuma revelar falhas na imagem.
  • Nenhum teste visual é infalível: a defesa real é o processo.
  • Pedidos urgentes de transferência devem ser confirmados por outro canal, sempre.

O caso: um golpista desmascarado ao vivo

Jim Browning, investigador conhecido internacionalmente por expor centrais de golpes, conversou por videochamada com um golpista que se apresentava como representante de uma suposta empresa de recuperação de criptomoedas roubadas. O rosto exibido na tela não era real: era gerado por IA em tempo real.

A virada veio com um pedido simples: “Você poderia colocar três dedos na frente do seu rosto?”. A reação ao pedido denunciou a farsa, porque a mão passando na frente do rosto costuma distorcer a imagem falsa. O vídeo circulou nas redes como “o teste dos três dedos”.

O golpe da “recuperação”
Empresas que prometem recuperar dinheiro perdido em golpes são, com frequência, um segundo golpe direcionado às mesmas vítimas.

Por que isso importa para empresas

O mesmo recurso já foi usado contra empresas. Em 2024, um funcionário de uma multinacional em Hong Kong transferiu cerca de US$ 25 milhões depois de participar de uma videochamada em que o diretor financeiro e outros colegas eram, todos, deepfakes. O roteiro é o de sempre: urgência, sigilo e uma autoridade pedindo uma exceção ao processo.

Sinais de que o rosto na tela pode ser falso

  • Objetos na frente do rosto
    Mão, dedos ou um copo passando pelo rosto geram borrões, cortes ou deformações.
  • Perfil e movimentos bruscos
    Virar a cabeça de lado ou se aproximar da câmera costuma quebrar a máscara.
  • Olhos, dentes e cabelo
    Piscadas estranhas, dentes borrados e contornos do cabelo que “flutuam”.
  • Luz e sombra
    Iluminação do rosto diferente do ambiente ou que não muda com o movimento.
  • Voz e boca
    Atraso entre a fala e o movimento dos lábios ou voz sem respiração natural.
  • Resistência a testes
    Desculpas para não ligar a câmera, não se mover ou encerrar a chamada.

Teste visual ajuda, mas não basta
As ferramentas de deepfake evoluem rápido e algumas já lidam melhor com mãos e perfil. O teste dos três dedos é um bom alerta, não uma garantia.

A defesa que funciona: processo

  1. Confirme por outro canal
    Pedido de transferência, troca de dados bancários ou envio de informações sensíveis? Ligue para o número que você já conhecia, não para o informado na chamada.
  2. Palavra-chave interna
    Combine uma frase de verificação para pedidos urgentes da diretoria, conhecida só pelas pessoas envolvidas.
  3. Dupla aprovação
    Nenhuma transferência fora do padrão sai com a aprovação de uma única pessoa.
  4. Urgência é sinal de alerta
    Prazos curtos, sigilo e “não fale com ninguém” são técnicas clássicas de engenharia social.
  5. Treine as equipes
    Mostre exemplos reais e faça simulações, principalmente com financeiro, RH e assistentes da diretoria.

A pergunta que fica

O seu time saberia o que fazer se o “CEO” ligasse pedindo uma transferência urgente e o rosto na tela fosse perfeito? Se a resposta hesitou, esse é o seu próximo gap de segurança.

Checklist rápido para a sua empresa

  • Regra de confirmação por outro canal para pedidos financeiros
  • Palavra-chave de verificação com a diretoria
  • Dupla aprovação para transferências fora do padrão
  • Financeiro e RH treinados sobre deepfakes
  • Simulações de engenharia social realizadas
  • Canal claro para reportar tentativas de golpe

COMO A GESTÃO DE TI AJUDA

CyberSecurity

Conscientização das equipes, simulações e processos que barram golpes de engenharia social.

ESCRITO PORFelippe BrittoCISO e Head de TI · 28 anos de experiênciaVer biografia →

Conteúdo informativo. Não substitui a análise do caso concreto por um profissional. Referências legais citadas conforme as normas vigentes na data de publicação.

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